Mulheres Perseguidas

maria samar
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Freqüentemente as mães da Igreja Perseguida enxugam as lágrimas, escondem o coração contrito e vão à luta pela sobrevivência da família. Elas sabem que, como colunas do lar, precisam ficar de pé.
Nós, irmãos em Cristo, podemos sustentá-las nesse momento com orações e palavras de conforto (cartas). As histórias de vida de algumas delas (resumidas logo abaixo) são enriquecedoras e podem nos ajudar em nossa própria caminhada de fé.

Meskele Dhaba, da Etiópia

mulherO marido dela, o pastor Michael, foi executado por extremistas islâmicos na frente dela e dos filhos porque se recusou a negar Jesus. Uma das crianças, Miriam, com então 12 anos, suplicou pela vida do pai, em vão. Naquele momento Meskele tinha seis filhos, estava grávida de dois meses e precisou sustentar os sogros. “Tento mantê-las ocupadas e as incentivo a brincar com os primos. Mas às vezes elas chegam e perguntam: ‘Onde está meu pai? Ele volta logo?’. Tento explicar que o pai morreu, mas é difícil para elas entenderem. Por favor, ore para que meus filhos esqueçam o passado e vivam sem medo”, diz ela. A Portas Abertas já fez algumas visitas à viúva e mantém a campanha de cartas de encorajamento.

Vaisha, da Índia

vashiaA jovem viúva tem quatro filhos pequenos para cuidar. O marido dela, Ramesh Vasuniya, de 28 anos, recebeu um tiro nas costas no dia 2 de julho de 2007 de um policial que zombou da fé cristã do casal. Ela estava com ele no momento do atentado. A Portas Abertas realiza uma campanha de cartas de encorajamento para ela.

Semse Aydin, uma das viúvas de Malatya, na Turquia

semme“Não foi fácil dizer ‘eu perdôo os assassinos’. Para ser honesta, meu coração está quebrado e sinto a minha vida quebrada. Eu realmente amei Necati. Ele era o amor de minha vida, meu amigo mais íntimo. Mas há alguém que eu amo mais, que é Jesus. Só por causa disto, posso agüentar tudo isto”, diz Semse Aydin, que teve o marido morto em 18 de abril de 2007 com requintes de crueldade ao lado de outros dois cristãos em uma editora de livros em Malatya. O proprietário do lugar onde ela morava cancelou o contrato de aluguel depois de saber do assassinato. Recentemente, ela ouviu da pequena Esther, de 6 anos: “Mamãe, eu sinto tanta falta do meu pai… Jesus não vai devolvê-lo para nós?”. A família continua sofrendo ameaças, tentativas de agressão e atentado.

Ghenet Gebremariam, Meslale Abraham e Alganshe Tsagay, da Eritréia
Ghenet Gebremariam foi presa em 9 de maio de 2006 com duas outras mulheres cristãs, Meslale Abraham e Alganshe Tsagay. Dois dias depois, seu filho de seis meses, que estava doente, morreu. Ela recebeu a notícia na cadeia. Os guardas, ao perceberem o desespero dela, decidiram libertá-la. Mas as duas outras mulheres, também mães de filhos pequenos, continuam presas sob a acusação de “testemunharem ativamente Cristo” aos moradores da cidade.

Pauline Ayyad, da Palestina

paulinePauline Ayyad perdeu o marido, Rami Ayyad, gerente da Sociedade Bíblica de Gaza, aos cinco meses de gestação. No dia 4 de fevereiro de 2008, ela teve uma linda e saudável menina, a quem deu o nome de “Sama”, que significa “céu”, porque o pai dela está no céu. Depois do atentado, Pauline foi levada para outra cidade, mas fez questão de voltar para Gaza, às vésperas de ter o bebê. Pouco depois do retorno dela para casa, a situação em Gaza piorou drasticamente e trouxe muita preocupação, principalmente porque em algumas ocasiões há falta de luz, água e medicamentos nos hospitais. Felizmente tudo correu bem antes e depois do parto. “Deus foi fiel em todos os momentos”, disse ela ao receber a visita do Irmão André, fundador da Portas Abertas.

Shiromi, do Sri Lanka

Shiromi Samson, de 31 anos, sofreu um atentado a tiros junto com o marido enquanto voltava para casa, após jantar com amigos. Seu marido, o pastor Neil Samson Edirisinghe, do Sri Lanka, morreu. Ela permaneceu alguns dias na UTI. Hoje Shiromi tem pela frente as seqüelas físicas do atentado e a missão de cuidar do pequeno filho de dois anos, que assistiu ao ataque e entrou em estado de choque.

Hadas, da Eritréia: o 4º ano de prisão do marido

Em maio, completam-se quatro anos desde que o marido de Hadas foi preso na Eritréia. Ela e suas três filhas, Azeb (14), Sada (12) e Miniya (10), escolhem as boas lembranças da família para se alegrarem durante esse período de provação. Hadas não recebe notícias do esposo, que é pastor, desde fevereiro do ano passado, além de estar impedida de mandar qualquer presente ou carta para além da fronteira. Ela está criando as filhas na sabedoria do Senhor, mas sente falta da presença masculina em casa. Envie palavras de encorajamento para Hadas e suas filhas.

Gladys Staines, australiana que perdeu a família na Índia

“Vivo na esperança de que, quando Deus me chamar, eu verei o Senhor e também me reunirei à minha família”, diz Gladys Staines que, em 1999, teve seu marido Graham Staines e os filhos Philip, de 9 anos, e Timothy, de 7 anos, queimados vivos enquanto dormiam em seu jipe. Graham era um missionário batista australiano que trabalhou durante 30 anos entre os leprosos no nordeste do Estado de Orissa, na Índia. A família Staines chegou em 1981 na Índia como parte da equipe da missão OM (Operation Mobilization). Gladys era quase que simplesmente uma dona de casa até a morte de Graham. Entretanto, a partir desse momento, ela assumiu o trabalho da missão do seu esposo e continuou a trabalhar com muita coragem. “Freqüentemente, quando algumas decisões devem ser tomadas, eu digo: ‘Eu tenho que perguntar ao Graham’, e, repentinamente percebo que nem ele, nem os meninos estão aqui”, disse ela. Restou à viúva o cuidado da filha Miriam, que hoje está com 17 anos.

Maria Samar, do Paquistão

O ex-marido muçulmano de Maria Samar, preocupado com a suspeita de que ela estivesse tentando converter os filhos ao cristianismo, seqüestrou Joshua, que na época tinha cinco anos e Miriam, de três anos. Foram dois anos de buscas pelos filhos até a prisão do seqüestrador.

Evelyn Hasim, das Filipinas

Evelyn_Hasim-Em cinco dias, Evelyn perdeu o marido e a filha mais velha, vítimas de um atentado a tiros. Vender comida na rua se tornou sua fonte de renda. O pastor Mocsin era o responsável por garantir o sustento de toda a família. Evelyn vive um dia de cada vez e é um exemplo de determinação. Recentemente a Portas Abertas a ajudou a abrir um pequeno comércio e pagou pelos medicamentos no período em que ela esteve doente. Solicitamos a todos os irmãos e irmãs que enviem para ela cartas de encorajamento.

Egi Latupapua, da Indonésia

Em novembro de 2001, o bote onde estava o marido de Egi, Jacob Latapapua, de 27 anos, e outros cristãos, foi metralhado por muçulmanos que apareceram em uma lancha. Ele a deixou com as filhas Keisya, que tinha apenas 5 meses na época, e Tasya, de 5 anos. A Portas Abertas a ajudou financeiramente para começar um pequeno negócio e pediu que os parceiros orassem e enviassem cartas de encorajamento. Algum tempo depois, Egi pediu que a Portas Abertas enviasse a seguinte mensagem para aqueles que se lembraram dela : “Muito obrigada por enviarem cartas e cartões com palavras de incentivo para mim e minhas filhas. Sou muito grata por todas elas e por isso as guardo em caixas em casa. Muito obrigada mais uma vez e que Deus os abençoe.”

Siham Qandah, da Jordânia

sihamEnfrentou uma batalha jurídica pela guarda dos filhos depois que o marido, que integrava as Forças de Paz da ONU e que também era cristão, morreu. O irmão muçulmano de Siham requereu a guarda dos dois filhos, Rawan e Fadi, com medo de que as crianças fossem evangelizadas. Foram sete anos entre reuniões com advogados e audiências no tribunal. Em alguns períodos, ela perdeu provisoriamente a guarda dos filhos. O caso teve inúmeros retrocessos, mas felizmente ela os teve de volta.

Aruna Sarkar, de Bangladesh

arunaFicou viúva com cinco filhos, o mais novo com apenas 11 meses. A dificuldade para sustentar a família a obrigou a pedir comida aos vizinhos muçulmanos que planejaram a morte de seu marido. Tempos depois, ela teve de deixar três filhos em um orfanato para que eles pudessem se alimentar. Seu marido, o evangelista Dulal Sarkar, foi morto em 8 de março de 2005 porque compartilhou a fé cristã com muçulmanos de sua vila. Como teve que mudar de casa por receio de represálias, ela recebeu da Portas Abertas um terreno para poder construir uma casa e se fixar em segurança.

Se você quer enviar-lhes cartas entre no site do portas abertas.

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/

Indiferença

igno2Do que me importa a vida das pessoas?
Do que me importa se elas estão bem ou não, fartas ou passando necessidades, vivas ou morrendo, indo para o céu ou caminhando para o inferno?
Afinal de contas, todo mundo vai morrer mesmo. É uma questão de tempo.
Passamos pelas ruas, pelas escolas, pelo trabalho, por bairros, cidades e países tão focados em nós que nem percebemos o mundo ao nosso redor (percebemos os outros quando tem fofocas, queda de algum irmão… Nesta hora muitos querem estar a par de tudo, e ainda dizem “é pra orar”).
Mundo que sofre, passa necessidades, tem dificuldades familiares, tristezas, alegrias, doença, morte…
Um mundo que existe além do nosso mundinho.
Amamos tanto a nós mesmo que brigamos, lutamos, fazemos todo o possível para nossos sonhos acontecerem, para sermos felizes que esquecemos de cumprir o restante do mandamento – amar ao próximo.

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” I Jo 3.16

Na prática não sabemos o que é dar a vida pelos irmãos mas Jesus nos deu o exemplo.
Aprendo no exemplo de Cristo que deve existir renuncia pois Ele deixou sua glória – que glórias devemos renunciar para cumprir o Seu chamado? – devemos nos tornar servos pois o próprio Deus serviu aos homens e serviu com a própria vida – e nós meros mortais não queremos servir ao próximo, muito menos com a vida – e devemos ser obedientes ao Pai, Jesus o foi até a morte – obediência em não cometer pecados e obediência em cumprir o chamado.

O versículo diz ” Nisto conhecemos o amor”, ou seja, o amor é reconhecido quando visto e o amor é cumprido quando dermos a vida pelos irmãos, assim como Jesus.

Jesus não veio para salvar o sistema, Ele veio por causa das pessoas, Ele veio por causa de nós.
Jesus não foi indiferente ao estado da humanidade. Ele se identificou conosco, Ele tomou nosso lugar na cruz, Ele nos amou de tal maneira…

Para nos identificarmos é preciso, ao menos, por um instante, deixar de centrar-nos em nós mesmos e olharmos para o lado. Com certeza perceberemos que a nossa indiferença não está muito distante da indiferença desta fotografia.

Gastemos um minuto, queridos, para ouvir, sentir, tocar, conversar, ajudar, levar a palavra de vida…

Meu Deus, dá-me um coração disposto a Ti servir em qualquer circunstância e a amar o próximo como amo a mim mesmo.

Não quero ser chata, meus irmãos, insistindo neste assunto. Quero apenas compartilhar com vocês o incômodo que o Espírito põe em meu coração para minha própria vida.

Alda Lorenn

A Vida de um Prisioneiro Vietnamita

vietnãNo Vietnã há muitas pessoas presas devido a fé. Os membros das tribos montanhesas em particular, como os hmongs, são severamente perseguidos. Eles não têm crédito, porque pertencem a uma etnia minoritária que no passado ajudou os americanos. Nos últimos anos, eles têm se convertido em massa ao cristianismo. Por causa disso eles são discriminados ainda mais.

O que segue é uma descrição da vida em uma prisão vietnamita, feita por um ex-detento.

Os prisioneiros são mantidos de doze a dezesseis horas por dia em celas de concreto superlotadas e escuras. No local não há ventilação, camas e há apenas um lavatório aberto. Eles têm de sobreviver com duas tigelas de arroz cozido por dia, às vezes acompanhado com algum molho de peixe ou alguns pedaços de peixe ou de legumes.

Quase todos os prisioneiros não têm o privilégio de tomar sol por muitos dias. Os que são presos em razão de sua fé são mantidos em celas entre ladrões e assassinos. Alguns ficam com os pés acorrentados; outros acorrentados à parede. Alguns prisioneiros têm de limpar a sujeira dos companheiros acorrentados.

A privada é um buraco no chão. A descarga é feita com um balde de água, se houver água. O mau cheiro é insuportável. A lotação varia de seis a cem pessoas por cela. Elas ficam tão cheias que os prisioneiros têm dormir como sardinhas em lata.

A pessoa que não se calar em relação à sua fé, isto é, evangelizar na prisão, é colocada numa solitária, onde entra somente um pouco de luz. Eles têm que dormir no chão de concreto, que pode ser muito frio nas montanhas e insuportavelmente quente nas planícies. Às vezes eles são algemados e se deitam sobre as próprias mãos durante dias ou semanas.

Os insetos tornam o sofrimento ainda prior. Pulgas, moscas e baratas não são somente nojentas; elas também espalham malária e outras doenças perigosas.

As mulheres não são poupadas. Elas sofrem abuso por parte dos guardas, ou são humilhadas em paradas seminuas pelo vilarejo.

Raramente são permitidas visitas da família. Os parentes têm permissão para levar comida, mas normalmente, pouco disso chega de fato aos prisioneiros.

Apesar de tudo

Mesmo com tudo isso os prisioneiros cristãos sempre recordam de suas prisões de uma forma positiva. Isso lhes dá tempo para refletir e aprofundar o relacionamento deles com Deus. Muitos prisioneiros se convertem através do exemplo de cristãos.

Às vezes até os guardas se convertem. Os prisioneiros consideram um privilégio conseguir dar testemunho de Cristo desta forma. Depois de soltos, eles assumem novamente a obra cristã.

Um pastor fala disso da seguinte forma: “Eu tenho somente o Senhor. Sem Ele não sou nada. Por isso não importa se sou perseguido ou lançado na prisão”.

No momento, este homem está ocupado traduzindo a Bíblia para a língua de uma minoria. Isso significa que ele pode ser preso novamente a qualquer momento.

Fonte: Missões Portas Abertas